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quarta-feira, 14 de março de 2012

14 de Março – Dia Nacional da Poesia


Aos Amigos Poetas

Tua força está no que acreditas
Pelos caminhos do vento andaste...
Acreditas no amor sem reserva
Num mundo real, sem máscaras.

Tua alma sensível, passa pro papel
O que não consegues falar, mas sentir.
Rasgas o verbo da hipocrisia e alimentas
Com justiça a verdade...

Nas asas do sonho tu volteias,
Com palavras doces, almas incendeias.
Não tens idade... Tem experiência
Tu amigo, que sabes sem parcimônia
Escutar...

Escutar, além das aparências!... Tu que entendes
O que digo pois bebes da fonte real
E do imaginário... Que consegues com
Sutileza captar o inaudível da alma
Humana... És tal qual a palmeira
Secular, que não se curvou ao vento...

Nas longas noite de insônia,
Paciente aguardas o doce afago
Da manhã, no aconchego desse amor,
Imenso, inesgotável e belo
Que teu escudo e teu altar, tua âncora
E teu abrigo.

Obrigado querido amigo poeta, por compartilhar com tantos
O teu saber... Bebendo da mesma água pura
Que é a P o e s i a...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O gesto que gera semente




O que é isso?

Flores perfumam e colorem minha casa.
Aromas tomam os meus sentidos de olfato e paladar.
Energias orgânicas e sentimentais são geradas por essas especiarias.

Que bom, que gostoso e suavemente doce...

Tão delicadas essas energias, tão auspiciosas.
Me pego a lançar um olhar pra longe.
Imaginando o que se passa no meu coração.

Vejo então os amigos

E vejo, repentinamente, que eles cruzaram meu rumo.
E vão ficar na mesma estrada que rumo.
Ou ao revés, fico eu, na mesma estrada que eles rumam.

Claras mentes esses amigos.
Na impermanência que gera a vida.
Eles geram, também, os tesouros mais raros do mundo.

A amizade e a fraternidade.

Muito, muito obrigado e que eles possam sempre
Desfrutar de paz, saúde e alegrias, imediatamente.

E, principalmente, que possam se deleitar
Da rara flor que nasce neste árido deserto
Que é meu coração.

Cerveros / 2006

(Pedro H Reis)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Saudade, coisa esquisita




Saudade!!!

Ela vem chegando,
tropereando...tropereando
tudo de bom que vivi.

Depois que a saudade apeia
amarra o pingo e sesteia,
nunca mais a gente ri.

Isto é: sempre há sorriso
mas para isso é preciso
enganar como perdiz
que piando numa moita
noutra se esconde afoita
fingindo que náo piou.
A gente não é feliz!

So ri dos dentes pra fora,
um gargalhar disfarçado,
uma risada amarela,
como potro atropelado
como boiada que estoura
na saída da cancela.

Saudade cheira a alecrim
mas é ruim que nem cupim
que dá em várzea de campo;
fere a gente de tal jeito
que o coração cá no peito
se banha nágua do pranto.

Saudade é grama cidreira,
é guecha passarinheira
que a gente nunca domina;
é dor aguda e danada,
dói mais do que uma chifrada
de vaca mansa brasina.

Saudade, coisa esquisita,
que Deus te faça bendita
como a hóstia no altar!...

Pois, de tudo que já tive,
somente a saudade vive,
vive a me acompanhar!!!


Lauro Rodrigues
Antologia Crioula do RS