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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

CAPINZINHO TEIMOSO




CAPINZINHO TEIMOSO

No meio da corredeira
Por detrás da cachoeira,
Não sei como foi nascer,
Um valente capinzinho,
Que apesar de ser fraquinho,
Lutava para vencer.

Aquele capim mimoso,
Que eu batizei por teimoso,
Parecia com fé lutar,
Na corredeira arcadinho,
O pobre capinzinho,
Lutava e conseguia levantar.

Mal o pobre se empinava,
Em seguida se curvava,
Numa luta contra a sorte,
Como que para mostrar,
Que a teimosia em lutar,
Transforma o fraquinho em forte.

Que lição interessante,
Me ensinou naquele instante,
Aquele capim mimoso:
A vida é uma corredeira,
E a gente queira ou não queira
Tem que ser capim teimoso.


O nome Capim Teimoso surge do poema homônimo de autoria do poeta brasileiro Ochelsis de Aguiar Laureano.


O poema "Capim Teimoso" foi escolhido como referência por remeter à simplicidade do povo trabalhador que persiste na manutenção da vida e, sobretudo, na resistência e luta em prol de um mundo melhor.

Por meio de palavras simples, mas bem colocadas por Ochelsis Laureano, refletimos sobre as pessoas, sociedade e principalmente, sobre nosso papel enquanto cidadãos.

sábado, 9 de junho de 2012

Certificado do Amigo


Se eu pudesse agarrar um arco-íris

Eu o pegaria só para você

E compartilharia com você a sua beleza

Nos dias em que você se sentisse triste

Se eu pudesse construir uma montanha

Você poderia chamá-la de só sua

Um lugar para encontrar serenidade

Um lugar para estar sozinho

Se eu pudesse pegar seus problemas

Eu os jogaria no mar

Mas todas estas coisas em que eu estou
pensando


São impossíveis para mim

Eu não posso construir uma montanha

Ou pegar um belo arco-íris

Mas deixe-me ser o que eu sei de melhor

Um amigo que está sempre por perto

Autor desconhecido

segunda-feira, 23 de abril de 2012

IDOS SIDOS




Que é que fiz, não fiz, de mim?
Que é que fiz na vida, da vida?
Quem sou eu? Esse eu que me sou.

Minhas mãos me pendem soltas.
Inúteis para fazimentos.
Só servem para escrever, acarinhar.

Não sei dançar, nunca soube.
Olho, idiota, o céu estrelado.
Não conheço estrela nenhuma.

As árvores, tantíssimas, que vi.,
Recordo inumeráveis, enormíssimas,
Não sei quem são.

Diante das flores me extasio.
Tolo, só reconheço rosas, orquídeas, cravos.
A música clássica me atordoa, cansa.

Quem sou eu, septuagenário,
Que esgoto meu tempo de me ser aqui?
Insciente, perplexo, inexplicado.

Só cheio de saudades de mim.
De tantos eus que fui. Sidos. Idos.
Somos descartáveis, sei, mas dói.


Darcy Ribeiro

sábado, 17 de março de 2012

Poema




Soneto de Fidelidade


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

domingo, 11 de março de 2012

Poema



Entre vales e montanhas
Verdes cheirando alecrim
Tua beleza é tamanha
Bem mais que a rosa carmim



A tardinha dobra um sino
Que anônimo a luz nos traz
De sol a sol peregrino
Tange, chora, pede paz


Teus olhos são porta aberta
Fonte de luz ao luar
Quem me dera ser poeta
Fazer versos, te encantar!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sublimar o Passado


Ah! quem dera te-lo aqui a meu lado
Como dói imaginá-lo sozinho
No recomeço num sonho acordado
Te amar com jeito como a ave no ninho

Sublimar quisera todo o passado
Perpetuar as noites em carinho
Ser o teu perfume, esquecer o fado
Tomar-te as mãos, seguir nosso caminho

Ser a tua crença real e aberta
Dar meu ombro, outra vez te acalentar
Na tua dúvida a palavra certa

Quem dera construir em harmonia
Bons momentos dividir, recordar
Num ápice perfeito de empatia

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mar


Pasma, eu sinto a minha
Pequenez ao ver-te
Imenso, poderoso mar...

Em tentativas de análise
Me perco em teus entardeceres
Infinitamente belos.
Em teu verde azul ondulante
O teu incansável vai e vem
Faz-me lembrar que a vida
Passa...

Quanto mais te olho mais
Te admiro, me extasio pensando
Nas belezas contidas
No silencioso mistério
De tuas profundezas, no frescor
De tuas margens repousantes
Na beleza de teus contornos
indefinidos.

Quanto mais te olho,
Mais sinto a presença de Deus
Entre os homens.
Tudo em ti é instigante
Ora indomável, ora manso...
Ora nos banha confortando
Noutras nos leva de arrastão

Sempre que te olho
Me vem o desejo de uma prece
Como havemos de resgatar
A paz desse mundo sempre aflito !!!

Senhor Deus poderoso
Que serpenteia toda a terra
Nesse teu caminhar sem fim...
Alimentando a quem te cerca
Leva além as nossas sentidas preces.
Leva esse nosso canto... Ó bravo
E doce mar...

Feliz


Alguém chegou e perguntou
A felicidade... onde mora ?
Mora aqui, disse eu depressa
Nesse paraíso, onde juntos
Toda natureza cultivamos

Ah, foi assim: veio a semente
E nasceu a flor... o perfume
A suave brisa espalhou
Florindo a magnólia balança
Seus galhos, corolas no chão

O sol estendendo seus braços
Sorrindo pediu para entrar
Como foi bom vê-lo chegar
Como a água da fonte contida
Derramando-se devagar...
A tristeza, aquela ? Nem sei
Cansou-se, seu rumo perdeu!

Hoje aprendi a ser feliz
Eu já não corro, vou sem pressa
Do ponto dos meus tristes ais...
Agora não me lembro mais...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O pretório do horror.


A podridão de um beijo na pureza de um rosto
inaugurava assim, a noite do desgosto.
Por entre as trevas, Judas traiu a Jesus,
entregando-Lhe um beijo e nesse beijo a cruz.

O cão, por mais imundo, jamais será igual
aos cães que comporam aquele vil tribunal.

Oh, não! Não é possível...
Mas, foi engano, talvez...
Que mal Tu cometeste?

Se Tua mão levantou o que estava tombado,
porque a morte o tombou...
Se a multidão faminta, Tu saciaste com pão,
operando o milagre da multiplicação.
Se ao cego Tu disseste: " - Vê o sol que te ilumina."
Curou-o da escuridão, do mais fundo da retina.
Ao que estava entravado, ordenavas: " - Caminha."
E deixando as muletas ao Teu encontro foi.

Eu me lembro...
Que em Teus ombros, pousavam as crianças
que amavas e que também Te amavam.

E agora o tribunal, irrevogavelmente,
teria que impor a culpa a Jesus, o inocente!

Multidões O seguiam, inquietas como ratos.
Jesus ia até Herodes, de Herodes a Pilatos.
No pretório o horror, bofetadas, escárnio
sofreu o Salvador...
O rosto de Jesus ensopado em sangue.
O rosto, o santo rosto,
meio tonto e aturdido.
De aflição em aflição,
de gemido a gemido.

Pilatos, gritou ao povo:
"Oh povo, o que te apraz,
que solte a Jesus Cristo ou solte a Barrabás?!"
Como bando de loucos, gritou a turba, em
coro, amaldiçoado: "Jesus seja crucificado!"

Jesus andando, madeiro sobre os ombros,
chicotadas, tropeços, gritos, tantos tombos...
Que pesado madeiro!
Que cruel o caminho!
Com os ombros em feridas
e ter que caminhar sozinho.
Mas, para isso Ele veio, para
mostrar o caminho da luz.


O fim do calvário espera por mim!

Vera Mattos

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Poeta


O Poeta.

O Poeta é um ser diferente,

O mundo do poeta é diferente do mundo da gente,

O poeta idealiza um mundo, venturoso e fecundo,

E vive lá para sempre.

Em versos forma palavra, em cada fala uma rima,

O Poeta sente o sabor em cada verso de amor.

Somente o poeta interpreta o esplendor da alma feminina,

O poeta é um criador, que sabe transformar em verso,

Das belezas do universo, faz um paraíso em flor,

O poeta anda sozinho recitando pelos caminhos,

Seus poemas de amor.

O Poeta é um construtor,

De versos de amor e palavras bonitas,

Só ele no seu repente alegra a alma da gente,

Com palavras que nunca antes foram ditas.

O Poeta dribla a tristeza em seu jeito de viver.

O poeta contempla a beleza onde outro olho não vê.

Somente o Poeta sabe o que lhe vai pela mente,

O Poeta sente saudade mesmo estando presente.

O homem necessita um castelo para sua propriedade,

Precisa muito poder para afagar sua vaidade

Para o Poeta o mundo é belo, tendo saúde e amizade,

Se contenta com os farelos da esperança e da saudade.

O Poeta mente para o seu coração,

Dizendo em sua imaginação, que todas as mulheres são suas,

Embora nem uma possa tê-la,

O poeta é apenas amigo da lua e namorado das estrelas.

(Mario Oliveira)