segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Bem Suplanta o Mal





Quando Robinson Crusoé, após o naufrágio do navio, vendo-se só numa pequena ilha, resolveu estabelecer algumas
comparações do que considerava bem e do que considerava mal. Traçou, na terra, colunas paralelas, das partes favoráveis e desfavoráveis de sua situação.
De um lado Crusoé colocou o seguinte: "Encontro-me numa ilha desolada, sem esperança de livramento. Não há ninguém para ajudar-me. Não tenho roupas."
O momento era difícil. Apos meditar um pouco, ele completou o outro lado escrevendo o seguinte: "
Não estou morto como todos os outros que estavam no navio. O navio está suficientemente perto da terra para eu buscar muitos suprimentos. Está quente, e não preciso de roupas."
Quando nos deparamos com a experiências semelhantes a esta, de homens que sabem suportar os males do mundo, nos lembramos dos conselhos de Maomé : "Suporta o mal com paciência e perdoa, pois há nele grande e verdadeira sabedoria."
De nada adiantaria ao solitário náufrago desesperar-se. Restava-lhe apenas saber conviver com a tragédia.
Em nosso meio é tão comum depararmos com criaturas humanas que não conseguem superar pequenos males que as atormentam. Quantos que ao serem acometidos por uma pequena enfermidade, se vêem tomados de pânico? Na verdade, esquecem de que existem enfermidades muito mais graves, enfermidades até mesmo fatais, das quais no entanto estão livres.
Válido é o exemplo que nos deixou Crusoé. Torna-se necessário, nos momentos em que nos vemos envolvidos com os problemas da vida, rabiscarmos as colunas dos males e do bem. Se formos conscienciosos, veremos sempre no final que nem tudo está perdido, e que na comparação das colunas , segunda - a do bem - suplanta a primeira.
O mal existe. Ele é contrário do bem. A maior parte dos males somos nós que criamos. Nossa vida deve sempre ser conduzida na busca do bem. O mal é perigoso, sempre um mal vem acompanhado de outros males. É como disse alguém: "em um mal outro começa."
Porém, quando um mal qualquer nos atingir, tenhamos a força necessária para vencê-lo. Saibamos conviver com os males que possam nos alcançar.
Anatole France afirmava que "o mal é uma coisa necessária; se o mal não existisse, tão pouco existiria o bem. O mal é a única razão de ser do bem. Haveria heroísmo sem risco, piedade sem dor?"
O mal existe. Ele é necessário, porque nosso orgulho precisa ser humilhado. Porém, é natural preferirmos o bem. Na medida do possível evitemos o mal, para nós e para nossos semelhantes. E quando não for possível eliminá-lo, tenhamos força suficiente para conviver com ele.
Os males da vida não devem nos atemorizar. Eles contribuem para burilar a nossa personalidade.

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